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Dono de obra considerável também como dramaturgo, Leonid Andreiev (1871-1919) encarava a vida de forma amarga. Permeava essa visão com o horror e a indignação, elementos que se destacam em Os sete enforcados, transformando a novela num pungente libelo contra a pena máxima. Principalmente quando ela visa punir jovens pelos seus mais sinceros ideais.
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Qual é o sentido da existência? Sabe-se que o fim é inevitável. Mas é ainda mais inevitável para aqueles que o esperam com hora marcada. Em Os sete enforcados, mais um título consagrado da coleção Novelas Imortais – idealizada por Fernando Sabino –, o novelista russo Leonid Andreiev traz uma obra emocionante e sombria, cujo personagem principal é a morte.
A trama envolve o polêmico tema da pena de morte, nos moldes de um regime ditatorial sanguinário. Discutindo o sentido da vida a partir do cárcere, a história dramática de homens e mulheres condenados à forca arrebata o leitor, que se torna testemunha das incertezas e angústias do ser humano diante do fim iminente.
Um velho carcereiro – que, há tempos trabalhando na prisão, via suas leis como as leis da natureza – acompanhava rotineiramente o clima de terror e apreensão dos momentos que, ora se arrastavam, ora galopavam, em um ritmo enlouquecedor para os prisioneiros e seus entes queridos.
A questão da legitimidade da pena capital gera reflexão e instiga a consciência dos leitores, até a última página em Os sete enforcados.