Palhaços sagrados teve tiragem inicial de 300 mil exemplares nos Estados Unidos e foi vendido ao ator e produtor Robert Redford, que adquiriu os direitos de filmagem de todos os livros de Tony Hillerman. Trata-se de um romance policial onde heróis, bandidos e coadjuvantes são índios americanos aculturados, envolvidos numa ótima trama detetivesca. O relacionamento entre os dois policiais, Joe e Jim, difere muito do comportamento habitual entre as duplas de detetives padrão de filmes e novelas. Eles parecem dois estranhos, apesar de terem longa convivência profissional e de sempre respeitarem os limites éticos: jamais invadir o terreno do outro. A história se desenrola a partir de um fato aparentemente banal. Chee é designado para encontrar um indiozinho fujão, neto de uma mandachuva no Conselho Tribal Navajo. As investigações em torno desse desaparecimento levam, no entanto, a um caso de homicídio.

 

Os detetives navajos Joe Leaphorn e Jim Chee já se incluem, entre os americanos, na mesma galeria onde estão Sherlock Holmes, Sam Spade e Hercule Poirot. Joe surgiu no primeiro romance de Tony Hillerman, Blessing Way. O personagem foi inspirado em um policial apache que de fato existiu e foi morto em ação (nessa época, o autor acompanhou o caso como repórter). O detetive é um homem prestes a se aposentar, cético e cínico, mas com laivos de poesia. Chee é o seu contraponto: jovem, mora em um trailer, mas acredita nas lendas e tradições de seus ancestrais.

 
 
Sobre o autor:
 

 

O americano Tony Hillerman faz parte de um pequeno grupo de escritores identificados como autores de policiais étnicos. Nascido em uma comunidade rural de Oklahoma, Antony Grove Hillerman foi criado no meio dos índios potawatomies. Estudou na St. Mary´s Academy, uma escola para meninas índias (ele era o único menino). Aos 15 anos passou para a Oklahoma State, mas logo voltou para casa porque seu irmão mais velho se alistara no exército. Estudou jornalismo na Universidade de Oklahoma, fez mestrado em antropologia no Arizona e trabalhou como repórter. Aos 39 anos, mudou-se para Albuquerque e dedicou-se à ficção. Estreou em 1970 e quatro anos depois recebeu o prêmio Edgard da associação Mistery Writers of America por seu livro Dance Hall of the Dead. Foi traduzido em 14 idiomas. Do autor, a Rocco publicou O deus falante, Ladrões do tempo e A tentação do coiote.

 
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