LÍNGUA DE TRAPOS, de Adriana Lisboa
Uma boneca feita de trapos, retalhos, panos velhos, restos de fitas, renda e barbante, que mora no meio dos brinquedos, comanda Língua de trapos, o delicioso e colorido livro de Adriana Lisboa, autora premiada, com mão e alma de poeta. Em cada retalho, um mundo. Em cada mundo, um sonho. Na boca-botão da boneca de trapos, são tantos os panos, mil falas, idéias, sonhos tecidos, amor em farrapos, retalhos baratos, cerzidos, sobrados. O que seria então a tal da boca-botão? A memória de sentimentos. Caindo de leve, como se fossem retalhos baratos ou tecidos finos que se transformam em uma linda história.
Sobre a autora
Adriana Lisboa nasceu em 1970, no Rio de Janeiro e mora em Teresópolis. Estudou música (trabalhou como cantora, flautista e professora) e literatura. Seu primeiro romance, Os fios da memória, foi finalista do Prêmio José Saramago em 2001. A honraria, concedida pela Fundação Círculo de Leitores, em Portugal, veio parar em suas mãos no ano de 2003, por Sinfonia em branco . Adriana também escreveu Um beijo de colombina e o livro de contos Caligrafias. Traduziu, entre outros, A jogadora de go e o dicionário infantil O pequeno rebelde. Língua de trapos é seu primeiro livro para crianças. Todos os títulos citados foram publicados pela Rocco.
Sobre o ilustrador
Rui de Oliveira nasceu no Rio de Janeiro. Estudou pintura no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, artes gráficas na Escola de Belas Artes da UFRJ e ilustração no Instituto Superior Húngaro de Artes Industriais, em Budapeste, durante seis anos. Estudou também cinema de animação no estúdio húngaro Pannóia Film. Como designer foi diretor de arte da TV Globo e da TV Educativa, onde realizou, entre outros trabalhos, a direção de arte do seriado Sítio do Picapau Amarelo e a reformulação gráfica da TVE. Já ilustrou mais de cem livros para as principais editoras brasileiras, além de dezenas de capas, tendo recebido prêmios nacionais e internacionais por seu trabalho. Dedica-se também ao cinema de animação e no momento está concluindo o último desenho da trilogia América Morena. É professor há 22 anos do Curso de Desenho Industrial da Escola de Belas Artes da UFRJ, mestre e doutor em comunicação e Estética do Audiovisual pela Escola de Comunicação e Artes da USP.